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Os Provadores

29.05.20

Sobre os Delicious à venda no Minipreço: um elogio e uma nota negativa


Luís Veríssimo

O que faz um produto ser atrativo e, consequentemente, mais caro? Normalmente as marcas optam por embalagens atraentes, por vezes com umas cores garridas, outras com cores sóbrias e tantas vezes com o carimbo “gourmet”. Mas será que isso se traduz em qualidade?

Delicious é a gama gourmet do Dia, grupo espanhol que em Portugal é dono do Minipreço. Diz o site que os produtos conjugam “ingredientes de qualidade e receitas originais, resultando em deliciosos produtos” e convidam-nos “à descoberta de prazeres gastronómicos únicos”, mas alertando-nos que está “só disponível em algumas lojas”.

Sou um fã confesso de alguns produtos da gama Delicious. É habitual comprar o Creme Vinagre Balsâmico de Modena (250ml a 1,96€), para temperar as minhas saladas e os Filetes de Atum em Azeite Virgem Extra (120gr a 1,75€), para os almoços rápidos no trabalho. Hoje queria-vos falar de dois produtos desta gama, um por motivos menos bons e outro porque absolutamente amo-o.

No segmento dos Cremes Balsâmicos podemos encontrar o já referido Balsâmico de Modena e as variantes com sabor a Framboesa e a Trufa (ambos a 250ml a 1,99€). Há dias aproveitei uma promoção e comprei este último, com sabor a Trufa. Fiquei tremendamente desiludido com o sabor. O "sabor" da trufa está lá de tal forma que é tão dominante, ao ponto de ser enjoativo, tornando-se amargo, o que, digamos, não é nada agradável. Nota negativa.

 

Uma das coqueluches da gama Delicious, que merece todos os elogios e mais alguns são as Chips de Vegetais (100gr a 1,53€), as melhores do mercado. Mandioca, batata doce, cenoura e beterraba, fritos em azeite, com sal e extracto de alecrim são os ingredientes deste snack que consegue fazer uma mesa, um piquenique, um lanche, etc... de tão agradável que é. O produto não mente, as chips são fritas em azeite, não sendo o snack mais saudável do mundo.

De salientar que esta gama do Minipreço não é propriamente barata. Em Espanha estes produtos à venda nos supermercados Dia são, geralmente, 1€ mais caros.

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27.05.20

Descoberta da semana: Algas com Arroz


Rui Oliveira Marques

 

 

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Por euro e meio é possível experimentar uma iguaria da Coreia do Sul. Como a embalagem tem apenas 20 gramas funciona como um snack ou aperitivo. Estas Algas com Arroz, da marca Hacendado do Mercadona, chegam-nos num packaging com um design cuidado, cujo interior inclui até uma saqueta absorvente para proteger o produto da humidade. Na boca dominam os sabores a salga Nori, sementes de sésamo e soja.

O nosso conselho é que provem com tempo - afinal um quilo destas algas custaria 75 euros. Além disso, estas 20 gramas de Algas com Arroz representam 80 calorias, 14 gramas de hidratos de carbono dos quais quatro correspondem a açúcar. 

Onde: Mercadona

Preço: 1,50 euros

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27.05.20

Melhor Guacamole à venda nos supermercados: o veredito


Leonardo Rodrigues

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Dificilmente conseguimos pensar em algo tão prático, delicioso e versátil como o guacamole. Que a maioria adora esta invenção mexicana é certo, mas nem sempre, depois de um dia de trabalho, existe a energia para o fazer.

Claro que as grandes superfícies estão atentas aos nossos inquietações e anseios, especialmente quando estas contêm um ingrediente considerado um superalimento. Existem muitas respostas já prontas, discretamente colocadas nos frigoríficos dos supermercados, para o guacamole.

Decidimos por à prova este produto rico em gorduras saudáveis do Pingo Doce, Continente e LIDL. Embora estejam todos muito bem, não podem haver enganos. Atualmente o melhor, para mim, está no LIDL.

Olhando para a composição, além de descobrirmos que é o que pesa mais(200gr) pelo mesmo valor(1,99€), parece que o segredo é a simplicidade. Com uma maior quantidade de abacate(96%), aliada a ingredientes simples como vitamina C, limão, sal e pimenta, conseguiram o melhor sabor e textura, aproximando-se de um guacamole feito em casa.

Se quiserem enganar os convidados, é só mudar o recipiente uns minutos antes e conferir um toque de frescura com tomate aos quadradinhos, e uma pitada de coentros/salsa ou oregãos.

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24.05.20

1 litro de Álcool Gel por 10€


Leonardo Rodrigues

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Açambarcar tornou-se num dos verbos mais populares desde que a epidemia irrompeu pelo mundo. Especialistas consideraram este comportamento como uma tentativa de recuperar algum controlo, perante uma situação que ainda não tínhamos experienciado. A pressão nos supermercados foi evidente, nomeadamente em artigos como o papel higiénico, enlatados e artigos de desinfeção - o kit essencial para sobreviver ao Armagedão microbiano. 

As prateleiras vazias rapidamente foram repostas, exceto nos produtos de desinfeção. Em semanas mais recentes a situação inverteu-se e finalmente, o álcool e água oxigenada voltaram. Até máscaras já fazem parte do cardápio das prateleiras das maiores superfícies. Numa viagem recente ao LIDL, parece que as nossas preces de ver os famosos frascos Gel Desinfetante da Cien em versão gigante foram ouvidas. 

Embora não pertença à marca da rede alemã, este frasco tem 1 litro e custa apenas 10€ e uns cêntimos, o que é possivelmente a solução mais económica de desinfeção on the go atualmente disponível - quando a lavagem com água e sabão não é possível.

O encanto deste produto é apenas o preço justo e a glicerina, não o seu transporte. Por isso, se eram olhados de lado por ter o hábito de andar sempre com o frasquinho da Cien, sugerimos que os reutilizem e façam o refill de álcool em casa. 

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24.05.20

A infusão que ajuda realmente a dormir


Leonardo Rodrigues

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Vidas agitadas equivalem a cabeças agitadas. Infelizmente, levamos muitas vezes a agitação do dia para a cama, tornando-se cada vez mais difícil desligar.

Que as farmácias têm muitas soluções, umas mais naturais que outras, com maior ou menor grau de adição, já sabemos. Mas e o que têm as grandes superfícies para oferecer?

A resposta é simples: aquilo que já andamos a tomar desde a Antiguidade, as infusões. Foi há cerca de quatros anos que descobri o Pukka Night Time, a única caixa constante na prateleira dos chás que posso assegurar que tem ajudado a manter o ritmo circadiano. 

Ao contrário de outras infusões disponíveis, além de clássicos como flor de aveia, alfazema e camomila, que têm propriedades relaxantes, esta infusão tem o componente ativo do famoso Valdispert, a raiz de valeriana. Depois de infusar por 15 minutos, têm extraídas todas as propriedades para a equação da boa noite de sono. 

A Pukka é agora parte integrante da família Unilever, uma estratégia do co fundador Tim Westwell, de forma a assegurar a sustentabilidade e crescente escala da marca, sem que nada mudasse nos chás além do desenho das caixas. 

Devido a todos os componentes serem produzidos de forma biológica, embora se encontre à venda no Continente, Celeiro e El Corte Inglés, custa um pouco mais do que o típico chá de supermercado, e podemos até considerar um produto premium. Contudo, feitas as contas, são 20 cêntimos por caneca, o que parece um pequeno preço a colocar no descanso. 

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23.05.20

Produtos vegetarianos e vegan a preços acessíveis


Leonardo Rodrigues

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Temos assistido nos últimos anos a uma corrida para aumentar a oferta dos produtos saudáveis e biológicos, que ocupam cada vez mais espaço nos supermercados portugueses. Ainda assim, os preços elevados continuam a afastar os consumidores destes produtos mais saudáveis, especialmente dos processados.

Há muito tempo que ouvimos que o ALDI pretende ser a exceção, tendo criado uma vasta gama de produtos dedicada a alimentações que incluam produtos vegetarianos e veganos, com muitos biológicos à mistura, a preços amigáveis.

Decidimos confirmar os rumores e fomos às compras ao ALDI mais próximo. Ficou claro que a gigante alemã está à frente nesta corrida, preenchendo a lacuna do mercado português. Das almôndegas ao creme de barrar, do pão à bebida de espelta. Conquistaram definitivamente um lugar no nosso coração com a uma versão vegetal do fiambre.

A já reconhecível marca GutBio oferece grande parte dos essenciais, biológicos, procurados na cruzada de uma alimentação sem carne ou peixe. Surpreendentemente, não é de esperar grande flutuações na fatura, existindo um esforço pela cadeia de supermercados de aproximar os preços a artigos sem este selo. 

Dos biológicos, destacamos o creme de barrar de beterraba e o de pimento (1,89€), o pão biológico (1,29€) - parecido com o do Lidl, igualmente bom -  e as barras de cereais (1,29€). Dos vegetarianos, sem dúvida, o "fiambre" (1,49€), salada de quinoa e beterraba (1,69€) e as "almôndegas" de soja (1,99€). 

Em Portugal, mesmo com tantas opções, continuam a faltar artigos essenciais neste segmento como o queijo vegetal, contudo tudo indica que esta gama seja para expandir, à semelhança do que o ALDI já fez noutros países.

O ALDI justifica a aposta: "porque pediram". Os números indicam que houve um incremento de 400% de vegetarianos em Portugal em 10 anos, algo que certamente não está a ser ignorado. Cá estaremos para provar as novidades. 

A remessa mais recente: 

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15.05.20

Cuidado com esta base de pizza


Rui Oliveira Marques

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Uma pizza com uma base composta por espelta, quinoa vermelha, sementes de papoila, trigo sarraceno e chia. É o que dá a entender a embalagem da Pizza Fresca de Frango e Bacon Cozida Em Forno de Pedra da marca Hacendado, do Mercadona.

É preciso ler as microletras da lista de ingredientes para se perceber o que está em causa. É que apenas 5,3 por cento dos ingredientes correspondem aos tais ingredientes “saudáveis” da moda: quinoa vermelha (dois por cento), chia (um por cento), papoila (um por cento), farinha de trigo sarraceno (um por cento) e farinha de espelta (0,3 por cento). O principal elemento desta pizza continua a ser farinha de trigo.

Ao contrário dos principais supermercados portugueses, o Mercadona não apresenta nos produtos de marca própria o semáforo nutricional, algo que facilita o processo de escolha nos lineares dos supermercados. É necessário mais transparência.


Onde: Mercadona

Preço: 2 euros

12.05.20

Sobre o Queijo da Ilha Ralado


Leonardo Rodrigues

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Reconhecem o sentimento de recompensa quando acabam de comer algo bem pecaminoso? A maior parte nós, pelo menos atrás de um ecrã, poderá reconhecer que sim. Uma das comfort foods mais populares é, sem sombra de dúvidas, o queijo, não fosse conter substâncias que estimulam a produção da pecaminosidade no nosso cérebro. Seja no pão, na massa ou na desgraça, tudo fica melhor com queijo. 

Dito isto, já nos habituámos todos aos queijos ralados que agora se vendem nos supermercados. Podemos, lamentavelmente, admitir que nesta matérias já ralaram e misturaram tudo, Gouda, Mozzarela, Emmental, Parmesão e Flamengo. Se esta lista parece incompleta é porque realmente está.

Felizmente, as melhores soluções são também as mais simples e nós, em Portugal, temos um produto único, é o queijo da Ilha. Foi neste ex-libris vindo dos Açores, sítio onde consta que as vacas são mais felizes do que as outras, que o Pingo Doce decidiu apostar e, para sermos corretos, ralar. Existe uma outra marca que o fez, mas ainda não me convenceu.

É tão pecaminoso para mim como para quem vêm cá a casa, especialmente nos dias em que faço a minha lasanha já aclamada - por uma minoria, está certo. Há sempre um certo sabor intenso, distinto, mas indecifrável. Embora as folhas de massa fresca façam parte do sucesso, é caso para dizer que o meu segredo está no queijo. E não se paga muito mais pelo sabor, sendo o preço idêntico aos outros, 1,29€.

Este queijo, mais do que outros, provei que enrola-se, ou casa, bem com pizzas, legumes salteados e, claro, num risotto de queijos e cogumelos.

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09.05.20

Descoberta da semana: Toalhitas Desodorizantes


Rui Oliveira Marques

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Como não existe nenhuma História das Toalhitas é possível que a informação não esteja correta. Tenho ideia de que as primeiras toalhitas a surgir no mercado foram as de bebé. As toalhitas encerram um problema logo na génese. A designação deste produto é uma transposição preguiçosa do espanhol “toallitas”. Em português devíamos chamar-lhes “toalhetes” ou “paninhos”. Entretanto, começaram a surgir toalhitas para tudo e mais alguma coisa. São as toalhitas anti-descolorantes, as toalhitas desinfetantes, as toalhitas desengordurantes, as toalhitas limpa-móveis, as toalhitas multiusos... A lista não fica por aqui.

No Mercadona encontra-se as Toalhitas Desodorizantes Delipus Unissexo (com aroma a Aloé Vera). A ideia é que funcione como um SOS de limpeza pessoal , como enumera a embalagem, “no trabalho, para levar na mala, em viagem, em celebrações, no carro...)”. Reparem que a descrição termina com reticências, sugerindo um sem fim de usos. Cada embalagem contém 20 unidades.


Onde: Mercadona

Preço: 1 euro

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04.05.20

A tragédia das primeiras cerejas do ano


Rui Oliveira Marques

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“As conversas são como as cerejas, vêm umas atrás das outras”. Não sei se haverá povo com tamanha obsessão por cerejas como os portugueses. No fim de Abril começam a ficar à venda a preços proibitivos. Há dias contavam-me que estavam umas espanholas a 9,90 euros o quilo numa mercearia perto de casa. Não tinham qualquer sabor. Apenas água. A habitual desilusão das primeiras cerejas do ano.

Decidi ser mais poupado e desembolsar no Continente 3,49 euros por meio quilo. Vinham numa embalagem de plástico com o selo da marca Continente. Estas cerejas de origem espanhola, por serem embaladas em Portugal, apresentavam-se numa caixa com código de barras 560 (o tal que leva muitos consumidores a acreditarem que é a garantia de que o produto é português). A tradição confirmou-se. Mais um caso de cerejas sem sabor.

É possível que em Espanha produzam cerejas tão boas como as do Fundão ou de Resende mas seguramente que as guardam para si. Tal como a Alemanha proibiu a exportação de máscaras durante a pandemia de COVID-19, também nós devíamos impedir que as cerejas portuguesas saíssem do país. Este ano existe uma razão acrescida. Parece que metade da produção de cereja do Fundão ficou perdida após o mau tempo do final de Março e início de Abril. Que não seja razão para alarme. As boas cerejas nacionais estão quase a chegar.


PVP: 3,49€/500 gramas
Onde: Continente

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