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Os Provadores

04.05.20

A tragédia das primeiras cerejas do ano


Rui Oliveira Marques

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“As conversas são como as cerejas, vêm umas atrás das outras”. Não sei se haverá povo com tamanha obsessão por cerejas como os portugueses. No fim de Abril começam a ficar à venda a preços proibitivos. Há dias contavam-me que estavam umas espanholas a 9,90 euros o quilo numa mercearia perto de casa. Não tinham qualquer sabor. Apenas água. A habitual desilusão das primeiras cerejas do ano.

Decidi ser mais poupado e desembolsar no Continente 3,49 euros por meio quilo. Vinham numa embalagem de plástico com o selo da marca Continente. Estas cerejas de origem espanhola, por serem embaladas em Portugal, apresentavam-se numa caixa com código de barras 560 (o tal que leva muitos consumidores a acreditarem que é a garantia de que o produto é português). A tradição confirmou-se. Mais um caso de cerejas sem sabor.

É possível que em Espanha produzam cerejas tão boas como as do Fundão ou de Resende mas seguramente que as guardam para si. Tal como a Alemanha proibiu a exportação de máscaras durante a pandemia de COVID-19, também nós devíamos impedir que as cerejas portuguesas saíssem do país. Este ano existe uma razão acrescida. Parece que metade da produção de cereja do Fundão ficou perdida após o mau tempo do final de Março e início de Abril. Que não seja razão para alarme. As boas cerejas nacionais estão quase a chegar.


PVP: 3,49€/500 gramas
Onde: Continente

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